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A Bela e a Fera


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Por que contar historia?


1. As histórias formam o gosto pela leitura - Quando a criança aprende a gostar de ouvir historias contadas ou lidas, ela adquire o impulso inicial que mais tarde a atrairá para a leitura.
2. As histórias são um poderoso recurso de estimulação do desenvolvimento psicológico e moral que pode ser utilizado como recurso auxiliar da manutenção da saúde mental do indivíduo em crescimento.
3. As histórias instruem e ao enriquecer o vocabulário infantil, amplia seu mundo de idéias e conhecimentos e desenvolve a linguagem e o pensamento.
4. As histórias educam e estimulam o desenvolvimento da atenção, da imaginação, observação, memória, reflexão e linguagem.
5. As histórias cultivam a sensibilidade, e isso significa educar o espírito. A literatura e os contos de fadas dirigem a criança para a descoberta de sua identidade e comunicação e também sugerem as experiências que são necessárias para desenvolver ainda mais o seu caráter.
6. As histórias facilitam a adaptação da criança ao meio ambiente, pela incorporação de valores sociais e morais que ela capta da vida de seus personagens.
7. As histórias recreiam, distraem, descarregam as tensões, aliviam sobrecargas emocionais e auxiliam, muitas vezes, a resolver conflitos emocionais próprios.

É necessário fazer uma seleção inicial, levando em conta, entre outros fatores o ponto de vista literário, o interesse do ouvinte, sua faixa etária, suas condições sócio-econômicas.

A história é o mesmo que um quadro artístico ou uma bonita peça musical: não poderemos descrevê-los ou executá-los bem se não os apreciarmos. Se a história não nos desperta a sensibilidade, emoção, não iremos contá-las com sucesso. Primeiro, é preciso gostar dela, compreendê-la, para transmitir tudo isso ao ouvinte.



Faixa-etária e interesses

Até 3 anos: Fase pré-mágica
História de bichinhos, brinquedos, objetos, seres da natureza (humanizados) histórias de crianças.
As histórias devem ter enredos simples e atraentes, contendo situações que se aproximem o mais possível da vida da criança.

3 a 6 anos: Fase mágica
Histórias de repetição e acumulativas "Dona baratinha, A formiguinha...", histórias de fadas, histórias de crianças, animais e encantamentos.
Nesta fase, os pequenos solicitam varias vezes a mesma história e a escutam sempre com encanto e interesse. É a fase do "conte outra vez”.

7 a 9 anos:
Trabalho com figuras de linguagem que explorem o som das palavras. Estruturas frasais mais simples sem longas construções. Ampliação das temáticas com personagens inseridas na coletividade, favorecendo a socialização, sobretudo na escola.
Ilustração deve integrar-se ao texto a fim de instigar o interesse pela leitura. Uso de letras ilustradas, palavras com estrutura dimensiva diferenciada e explorando caráter pictórico.

Excelente momento para inserir poesia, pois brinca com palavras, sílabas, sons. Apoio de instrumentos musicais ou outros objetos que produzam sons. Materiais como massinha, tintas, lápis de cor ou cera podem ser usados para ilustrar textos


Segundo a lenda grega, Prometeu criou o homem de argila e roubou a chama sagrada de Hélio (Deus Sol) para dar-lhe o sopro da vida. O intuito era criar um ser que ajudaria a cuidar de sua mãe Gáia (Terra). O homem, porém, também era imortal e assexuado, reproduzindo-se de forma rápida. Por ordem de Zeus, Prometeu foi preso e condenado a ficar acorrentado no alto de uma montanha, aonde todos os dias um corvo gigante vem comer-lhe as vísceras que são regeneradas à noite, ficando fadado a sentir dores por toda eternidade. Antes, porém, ele deixou uma caixa contendo todos os males que poderiam atormentar o homem com seu irmão Epimeteu, pedindo-lhe que não deixasse ninguém se aproximar dela. Os homens começaram a devastar a Terra e, a fim de castigá-los, os deuses reuniram-se e criaram a primeira mulher, a qual foi batizada como Pandora e incumbida de seduzir Epimeteu e abrir a caixa. Naquela época os deuses ainda não moravam no Olimpo mas em cavernas. Epimeteu colocara duas gaiolas com gralhas no fundo da caverna e a caixa entre elas.
Caso alguém se aproximasse, as gralhas fariam um barulho insuportável, alertando Epimeteu. Seduzindo-o, Pandora conseguiu convencê-lo a tirar as gralhas da caverna sob o pretexto de que tinha medo delas. Após terem se amado, Epimeteu caiu em sono profundo. Pandora foi até a caixa e a abriu: uma enormidade de males tais como mentira, doenças, inveja, velhice, guerra e morte saíram da caixa de forma tão assustadora que ela teve medo e fechou antes que saísse a última delas: o mal que acaba com a esperança.


Sugestão: Dramatizar a historia
Objetivo Especifico desta Oficina:

 Capacitar os participantes para o trabalho de sensibilização da leitura, fazendo-os vivenciarem os textos de uma maneira ativa, com real compreensão deles (prática de contar histórias);
 Resgatar nos participantes o gosto pela prática da leitura descontraída, priorizando o enredo;
 Resgatar nos participantes a memória de conhecimentos literários pré-concebidos e estimulá-los a trabalharem estes textos, sejam eles de que ordem forem (poesia, narração, crônica, diálogo, etc.), dentro e fora da sala de aula;
 Capacitar os participantes para compartilharem com colegas de todas as áreas do saber, buscando a multidisciplinaridade como forma de enriquecer e globalizar os conhecimentos;
 Com a prática de memorização com compreensão, reedificar a auto-estima, a cidadania, fazendo com que esses participantes se sintam capacitados e conscientes do uso da palavra;
 Semear o resgate da oralidade poética como prática educativa;
 Fazer os participantes descobrir o talento que têm para se comunicarem através da palavra;
 Levar os professores a fazerem com que as crianças, através de sua história particular, seus mitos, seu estilo sejam produtores de literatura;
 Viabilizar uma referência para os novos “produtores de texto”, que, dentro da escola se encontram perdidos na pesada obrigação “da redação”;
 Fazer com que os professores desenvolvam nas crianças o Desejo de Ler, o prazer de conhecer, de usar a imaginação e de se transportar no tempo e para os fatos;
Conteúdo:

1. Interagindo com os contos de fadas
2. Releitura de obras de arte
3. Poesias
4. Letrando através da comunicação (Jornal)

A oficina será organizada em torno de uma temática, a partir da qual serão selecionados os recursos mais adequados (textos, filmes, músicas, etc.).

Na sessão de escrita os alunos praticam a escrita de textos livres, vivenciando todas as etapas da produção textual – ensaio, esboço, revisão e edição. Utilizam-se técnicas de escrita criativa, como exercício de aquecimento de escrita, escrita rápida e outras que ajudam a desbloquear a escrita. Cada aluno lê seu texto para os demais (em pequenos grupos) e estes “respondem” à escrita com suas impressões e questionamentos. Objetiva-se também o desenvolvimento de uma “consciência de audiência”.

Poderão, ainda, produzir uma coletânea de contos de fadas recontados pela turma, em que poderão ser desenvolvidas as seguintes atividades:

1. Produzir uma coletânea de contos reescritos a partir da visão de um dos personagens da narrativa;

2. Produzir fábulas a respeito de preocupações mais atuais das pessoas ou fábulas humorísticas;

3. Produzir um capítulo a mais, a ser inserido em um determinado conto de aventuras lido pela turma ou escolhido pelo aluno.


Atividades de leitura e escrita:

. Produzir um jornal mural temático;
.Produzir uma coletânea dos melhores contos de ficção científica (ou outro gênero) escolhidos pela turma;
.Produzir uma coletânea das diversas versões já produzidas sobre determinado conto de fadas (ou outro gênero);
.Organizar um sarau literário sobre a obra de determinado autor;
.Gravar um vídeo em que sejam lidos contos ou poemas;
.Produzir um suplemento de resenhas críticas;
.Produzir um fichário de resenhas das obras que constam da biblioteca e que foram lidos pela turma;
.Organizar um jornal mural em que se elaborem comentários críticos sobre as principais polêmicas do mês;
.Organizar uma coletânea de textos da turma, distribuída, no final da oficina, para cada participante.
Atividades de linguagem oral:



Organizar e participar de um debate sobre determinado tema de relevância social (como preconceito racial, internacionalização da Amazônia, trabalho infantil, entre outros).



Cronograma das Atividades:

Leitura de várias obras
Contação de histórias;
Exibição de filmes;
Releitura de várias obras de autores diversos;
Produção, reprodução e interpretação de textos diversos;
Interpretação de textos através de desenhos;
Dramatização;
Jogral;
Mural;
Entrevistas

fale com a autora

Um Historia pra cada semana do ano

Um Historia pra cada semana do ano

O pai morreu, mas a vida de Aladim continuou a mesma. Passava o tempo todo nas ruas brincando com os amigos. Foi assim a:r o dia em que um homem estranho se dirigiu a ele, dizendo:
— Você é Aladim, o filho do alfaiate?
— Sim, sou eu, mas meu pai morreu — espantou-se o garoto. E ~ í;= surpreendido ficou quando o estranho começou a lamentar-se:
— Pobre do meu irmãoI Eu que vim da África para revê-.: meu sobrinho querido, abrace o irmão do seu pobre pai.
O desconhecido continuou contando a Aladim que se ocuparia dele e lhe daria muitas riquezas. O rapaz estava quase para responder preferia continuar brincando com os amigos, quando o desconhecido disse que iria falar com a mãe de Aladim no dia seguinte.
De fato, o desconhecido apareceu na casa da mãe de Aladim, deu-lhe algumas moedas de ouro e explicou quem era. acrescentando:
— Sou muito rico e não tenho filhos," quero educar Aladim para ser me herdeiro. Preciso apenas de seu consentimento para levá-lo comigo.
— Que estranho! Meu marido nunca falou em nenhum irmão…
— Isso deve ser porque sempre vivemos um longe do outro — disse o homem. — Gostaria de voltar para minha terra levando meu sobrinho comigo.
Aladim não estava com vontade de viajar com o tio, pois preferia brincar na rua com os amigos. A mae, porém, considerava o oferecimento do cunhado como uma grande oportunidade, por isso aconselhou o filho a ir e melhorar de fortuna. Aladim partiu com o tio.
Viajaram sem parar até chegarem a uma grande floresta junto a uma montanha. Aladim sentia-se muito cansado, mas, quando quis repousar, o tio ordenou-lhe:
— Vá apanhar lenha para acender o fogo e eu mostrarei a você coisas maravilhosas.
— Que coisas? — indagou o rapaz, que não estava com muita vontade de ir buscar a lenha.
— Chega de perguntas! Vá depressa buscar a lenha. Fique sabendo que não sou seu tio, sou um poderoso mago africano. Se você não obedecer, transformo-o num pedaço de madeira para fazer fogo.
Ao ouvir aquelas palavras, Aladim, que já estava desconfiado de que o homem não era mesmo seu tio, assustou-se e saiu a correr em busca da lenha. Voltou em seguida e acendeu um grande fogo.
E puxa pra cima, se feche ou se abra e abracadabra somente co’ a rima: o pesado é leve com esta magia, a pedra se eleve de noite ou de dia.
Assim que as chamas subiram, o mago aproximou-se o mais possível do fogo e pronunciou em voz alta palavras misteriosas:
O pó de três dentes de cinco serpentes; do coelho a pata e um rabo de rata com incenso queimamos enquanto cantamos a canção da magia, de noite ou de dia:
Conforme o mago falou, no lugar do fogo apareceu uma grande pedra com uma argola de ferro. Mesmo assustado, Aladim não pôde deixar de perguntar:
— Como fez isso, mago?
— Segredo profissional, meu filho. Esta pedra esconde a entrada de um subterrâneo cheio de riquezas. Se você descer lá, pode apanharo que quiser. Para mim, traga uma velha lâmpada que encontrará no chão.
O rapaz puxou a pedra pela argola e ela se moveu facilmente. Embaixo havia um buraco e uma escada.
Mas Aladim se mostrava muito assustado e sem vontade de descer. O mago lhe deu um anel mágico, dizendo que era para protegê-lo se tivesse necessidade, e acrescentou:
— Não tenha medo, Aladim; li nos livros
mágicos que você é o único ser humano
que pode descer nessa caverna.
Aladim começou a descer pela escadaria, que parecia interminável. Conforme andava, sentia frio. Do fundo da gruta vinha uma estranha luz pela qual Aladim se guiava. Continuou a descer. A primeira coisa que encontrou, no fundo, foi a lâmpada que o mago lhe pedira. Admirado exclamou:
— Que lâmpada velha e suja! Para que ele faz questão de uma coisa dessas?
Aladim nunca tinha visto pedras preciosas, por isso não podia reconhecê-las. Mas sabia que elas costumavam ser acomodadas em estojos pelos joalheiros. Por isto procurava as caixinhas de veludo onde elas deveriam estar. Como não encontrou nada assim, achou que o mago o tinha enganado. Resolveu, porém, colher alguns frutos que pendiam das árvores e que lhe pareceram de vidro colorido. Eram rubis, safiras e brilhantes, pois ele estava no jardim encantado, sem o saber. Com os bolsos cheios de jóias, tomou o caminho de volta, para indagar ao mago onde estavam escondidos os tesouros que lhe prometera em troca dá lâmpada.
A escada era tão longa que, quando chegou lá em cima, Aladim apenas pensava em ir embora e pediu ao mago:
— Ajude-me a sair deste buraco !
— Dê-me a minha lâmpada, depois eu o ajudo.
_ Ajude-me primeiro, depois eu lhe dou a lâmpada.
Mas o mago continuou insistindo:
_ Primeiro me dê a lâmpada.
— Não!
— Sim!
— Não!
— Pela última vez eu o aviso: me dê essa lâmpada!
— Tire-me daqui primeiro!
O mago, furioso, recolocou a pedra na entrada, dizendo:
— Pois fique aí para sempre.
O pobre Aladim desesperou-se, achando que nunca mais iria poder sair dali. Chorava muito triste, esfregando os olhos com as mãos
De repente surgiu diante dele um ser estranho, que disse:
— Ordene, meu senhor ! Aladim, estonteado com aquilo, indagou:
— Quem é você?
— Sou o escravo do anel. Você esfregou o anel quando limpou os olhos e esse é o sinal para que eu me ponha às ordens do dono do anel encantado. Ordene, meu senhor!
— Quero voltar para casa — pediu Aladim.
— Assim será feito, meu senhor.
Ditas estas palavras, como em sonho, Aladim encontrou-se em sua casa.
Aladim contou tudo à mãe e mostrou-lhe as estranhas pedras que colhera das árvores do jardim encantado, explicando:
— Não havia tesouro nenhum, só estas pedrinhas e esta lâmpada velha.
— Vou limpar a lâmpada para vendê-la — disse a mãe. — Assim compraremos alguma coisa para comer.
Pensando nas dificuldades por que passara com o mago, e no medo de ficar preso para sempre na caverna, Aladim comentou:
— Pena papai não estar mais conosco, para ver como vou me
modificar e me tornar um filho modelo.
A mãe o abraçou e o beijou, dizendo:
— Você é um bom menino. Quando eu tiver terminado
de polir a lâmpada, você vai vendê-la no mercado.
Mal a mãe tocou na lâmpada, surgiu diante deles um ser enorme, duas vezes maior do que o escravo do anel, e disse
— Sou o gênio da lâmpada, nada me é impossível, ordene Aladim saltou de alegria. Batendo palmas, exclamou:
— Que maravilhai Gênio, arranje o almoço para nós.
— Isso você podia ter pedido ao gênio do anel! Mas afinal, já que estou aqui, vou servir-lhe as comidas mais raras.
Ao ver surgir o banquete, Aladim cantou:
Tudo o que desejar o gênio me dará, é só eu ordenar e a lâmpada brilhará.
Nem sei o que pedir, se um castelo no ar, a roupa de um grão-vizir, é só eu ordenar!
Passaram-se os anos. Aladim tornou-se homem e o gênio continuou obedecendo-o. Nesse tempo em toda a China se falava da beleza de Budur, a filha do imperador. De fato ninguém a vira, pois, quando ela passava pelas ruas, vinham à frente guardas, que ordenavam:
— Fechem todas as portas e janelas, que a Princesa Budur vai passar
Mas um dia Aladim resolveu espiar e descobrir se a princesa era assim tão linda como diziam. Ficou apaixonado e disse à mãe:
— Ponha as pedras preciosas do jardim encantado em uma cesta, leve-as ao imperador e peça-lhe a filha em casamento para mim.
— Mas, meu filho, o imperador não vai aceitar — ponderou a mãe.
— Aceita, sim! Mas espere, falta um guardanapo de linho para cobrir a cesta… Gênio da lâmpada, preciso de você.
— Ordene, meu senhor! Quer que eu derrube uma montanha? Construa uma cidade? Destrua a China? Que esvazie o mar?
— Quero apenas um guardanapo de linho para cobrir esta esta — disse Aladim.
— E você chama o gênio da lâmpada para isso? Peça-me todas as riquezas da terra…
— Apenas um guardanapo e…
…e que seja pequeno, não é? Tome-o e cubra a cesta — disse
o gênio, mal-humorado.
A mãe de Aladim tentou convencê-lo a desistir da idéia de casar com a princesa. Mas ele continuou insistindo. A mãe cedeu e foi para o palácio com a cestinha debaixo do braço. Lá ficou esperando horas e horas. Por fim um ministro, pensando que se tratava de uma pobre mulher que precisava de algum auxílio do imperador, mandou-a entrar. Ela o seguiu muito humilde, sempre carregando a cesta coberta com o guardanapo de linho, e disposta a enfrentar as conseqüências do pedido absurdo que o filho a obrigava a fazer.
Curvou-se diante do imperador e disse
— Majestade, meu filho Aladim
manda-lhe este presente..
— De que se trata? Camarões frite ninhos de andorinha? — indagou o imperador, erguendo o guardanapo.
Mas, ao ver o que a cesta continha ficou deslumbrado e ofereceu:
— Em retribuição a este presen:r darei a Aladim o que ele me pedir.
— Ele pede sua filha em casam ente
— Está concedido — disse o im^
No dia do casamento houve festa em toda a China. Antes da cerimônia, Aladim esfregou a lâmpada e o gênio apareceu:
— Que você quer desta vez? Uma pitada de sal? Um fio de linha?
— Quero que você me construa um palácio em frente ao do imperador.
— Nao digal Um palácio completo?
— E que seja todo de ouro maciço 1
— Afinal você me pede um trabalhe importante] — respondeu o gênio.
Cada manha, quando o imperador olhava para o palácio de Aladim em frente ao seu, pensava no rico casamento que a filha fizera e senlia-se muito contente. A bela Budur e Aladim viviam felizes no palácio de ouro. Em toda a China falava-se de Aladim como um jovem sábio e generoso. Ele, por sua vez, sentia-se
seguro tendo às suas ordens o gênio da lâmpada e o gênio do anel.
A felicidade dos dois jovens era completa, mas durou pouco. Aladim precisou viajar devido a uma guerra. Budur ficou só, no palácio. Um dia a princesa foi atraída até a janela por um estranho pregão que vinha da rua:
— Quem quer trocar lâmpada velha por lâmpada nova? Dou uma lâmpa
nova de presente em troca de sua lâmpada velhal
Quem gritava assim era o mago, inimigo de Aladim, que se aproveitava da ausência do jovem para tentar recuperar a lâmpada mágica. Com nu cesta cheia de lâmpadas novas embaixo do braço, pusera-se a gritar diante das janelas do palácio de Aladim.
Budur comentou com uma de suas servas a estranha maneira de aquel< homem fazer negócios, e a moça aconselhou:
— Por que a senhora não troca a lâmpada velha que está
no quarto de seu marido por uma nova? — Você tem razão, vá buscar depressa aquela lâmpada para trocar.
Budur chamou o mago que ela pensava que fosse um mercador, ofereceu a lâmpada velha, imaginando que ele ia recusar. O mago reconheceu logo a lâmpada mágica, deu outra em troca e afastou- se Muito feliz, tratou logo de esfregar a lâmpada e o gênio apareceu:
— Pronto, Aladiml Mas você não é Aladiml O mago riu maldoso e respondeu:
— Claro que não sou Aladiml Sou seu novo senhor, o mago africano. O gênio percebeu logo que se tratava de um mau amo e disse:
— Mas eu não sei se posso…
— Deixe de conversa e obedeça.
— Sim, meu -senhor!
— Carregue para a África o palácio de Aladim com todos os seus habitantes. Rápido, vamos!
— Será cumprida sua ordem, meu senhor. A esplêndida morada de Aladim será levada para a África neste mesmo momento.
Quando o pobre Aladim voltou da guerra, nao encontrou mais seu palácio, nem sua esposa. Tudo tinha sido levado para a África. Por sua vez, o imperador estava furioso:
— Se minha filha não estiver de volta dentro de quarenta dias, mandarei cortar sua cabeça!
Aladim, tristíssimo, retirou-se para um lugar isolado e esfregou o anel. Imediatamente apareceu o escravo, a quem Aladim ordenou:
Traga de de volta minha esposa e meu palácio! — Não tenho poderes sobre os encantamentos do gênio da lâmpada — explicou o gênio do anel ao desconsolado Aladim. — Posso apenas, se meu senhor quiser, conduzi-lo até o seu palácio na África.
Em seguida Aladim se encontrou na janela do seu palácio e chamou que se alegrou muito em vê-lo. Aladim, sem perder tempo, explicou:
— Vim libertá-la! Isto é um narcótico violento, derrame-o no vinho do mago para que ele durma. O resto fica por minha conta.
— Farei o que você diz, mas fuja daqui. O mago ameaça mandar cortar sua cabeça.
Naquela noite o mago bebeu o narcótico e e dormiu profundamente. Aladim, que ficara escondido, apoderou-se da lâmpada e a esfregou. O gênio apareceu, dizendo:
_ Ordene, mago! Mas veja só! É o meu senhor Aladim!
— Eu mesmo! Depressa, carregue o mais rápida possível para a ilha mais deserta que você encontrar!
E a nós e ao castelo, leve para a Chir!
O imperador e a mãe de Aladim nem podiam acreditar quando viram os filhos de volta, tal a felicidade que sentiram. Daí em diante Aladim e Budur foram outra vez muito felizes e o mago nunca mais saiu da ilha deserta.
Depois de ganhar e perder Aladim já não abusa da lâmpada e seu poder. Sabe que o que se usa com controle e medida não causa preocupação e dura pra toda a vida

Contos de Fadas

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